
Crítica | Os Roses: Até que a Morte os Separe —Entre o amor e a guerra
Todo casal briga, isso é fato. Às vezes, palavras duras escapam e pequenos desentendimentos viram verdadeiras tempestades. Mas até onde um relacionamento pode chegar quando os conflitos tomam conta da rotina? Essa é justamente a provocação de Os Roses: Até que a Morte os Separe.
A trama poderia facilmente se encaixar em um drama — e até tem um pouco disso —, mas é no humor que mais se destaca. Para quem ama uma boa comédia, a notícia é ótima: o longa traz nomes como Benedict Cumberbatch (Doutor Estranho) e Olivia Colman (The Crown) vivendo um casal que transforma a vida a dois em uma verdadeira batalha. Bora saber mais sobre esse lançamento?
Do que se trata?
O longa é um remake da clássica comédia dos anos 1980, A Guerra dos Roses. A premissa continua a mesma: pequenas diferenças cotidianas crescem até se tornarem brigas desproporcionais.
Na nova versão, acompanhamos Ivy (Olivia Colman) e Theo (Benedict Cumberbatch), casados há dez anos. Eles se conheceram em Londres, se apaixonaram à primeira vista e, juntos, construíram uma vida na Califórnia com seus dois filhos.
Tudo parece perfeito, até que Theo enfrenta uma crise profissional e Ivy alcança grande sucesso em sua carreira. Com os papéis invertidos, ele passa a cuidar da casa e das crianças, enquanto ela se torna a principal provedora. É nesse ponto que as diferenças começam a pesar — e a guerra conjugal ganha forma.
Por que vale a pena assistir?

O principal trunfo do filme é a dinâmica entre Cumberbatch e Colman. A química dos dois é tão forte que dá vida a diálogos hilários e situações cheias de ironia. O humor nasce justamente dessa naturalidade: eles são engraçados sem esforço.
Além da dupla principal, o elenco é recheado de nomes de peso da comédia, como Andy Samberg (Brooklyn Nine-Nine), Ncuti Gatwa (Sex Education), Allison Janney (Mom) e Kate McKinnon (Barbie). Um time que só potencializa o riso.
Outro destaque é o roteiro afiado e realista, que foge da caricatura e mostra de maneira honesta os altos e baixos de um casamento longo. As piadas são inteligentes, ácidas e, muitas vezes, carregadas de crítica social — o que torna a experiência ainda mais divertida.
Leia Mais: Chespirito: Sem Querer Querendo e os perigos de transformar a vida real em ficção
Mais do que só humor

Apesar de ser vendido como uma comédia, Os Roses: Até que a Morte os Separe também entrega um romance cativante. Nos primeiros 30 minutos, inclusive, a sensação é de estar diante de uma comédia romântica tradicional.
A relação de Ivy e Theo é construída com tanta naturalidade que o espectador consegue se identificar com ambos. O roteiro equilibra as frustrações, os sonhos e o amor que ainda existe entre eles, dificultando não se envolver emocionalmente.
Tudo isso faz valer muito a pena assistir. Os Roses: Até que a Morte os Separe é uma produção divertida, dinâmica e charmosa, que mistura humor ácido com momentos de emoção genuína.
É um daqueles filmes que dá vontade de assistir mais de uma vez — ora para rir, ora para sentir a montanha-russa de emoções que a trama entrega.
Por isso, se você ainda não decidiu sua próxima ida ao cinema, fica a dica: não perca a chance de conferir essa comédia na telona. Os Roses: Até que a Morte os Separe estreia nos cinemas brasileiros em 28 de agosto. Compartilha com quem você quer que vá assistir contigo!