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 Crítica Zico, o Samurai de Quintino | “Não conheça seus ídolos, a não ser que seu ídolo seja o Zico”
Crédito: Peter Wrede | Zico, O Samurai de Quintino. @Downtown Filmes/Divulgação.
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Crítica Zico, o Samurai de Quintino | “Não conheça seus ídolos, a não ser que seu ídolo seja o Zico”

24 de abril de 2026 0 Comment

Uma vez, uma amiga me disse que nunca viu ninguém falar mal do Zico. Eu nunca tinha pensado muito nisso, mas assistindo ao documentário Zico, o Samurai de Quintino, eu entendi o porquê. Não que eu não gostasse dele, como flamenguista isso seria impossível, mas eu não o conhecia tão bem.

Sendo assim, se você quer assistir ao filme e não sabe bem o que esperar, posso te adiantar que é um mergulho na vida de uma pessoa batalhadora e inspiradora. Algo que vai te ajudar a entender tanto a fala da minha amiga quanto a da jornalista Dani Boaventura (apresentadora do #ESPNFC), dita no documentário:

“Não conheça seus ídolos, a não ser que seu ídolo seja o Zico.”

Trailer Zico, O Samurai de Quintino | @Downtown Filmes/Divulgação.

Com menos de duas horas de duração, somos apresentados, ou reapresentados, para quem viveu tudo isso, aos melhores e mais desafiadores momentos da carreira do ídolo do Flamengo.

Da sua temporada inusitada como jogador no Japão ao seu começo no futebol, tudo isso é apresentado no documentário em um tom de conversa muito gostoso. A sensação é que estamos vendo uma reportagem estendida do Globo Esporte, no bom sentido, porque é aquele tipo de obra que você não vê bem o tempo passar.

Com um modelo narrativo mais tradicional, a obra não ousa muito. Nela, vemos uma mistura de imagens raras, registros de jornal e, claro, muitos depoimentos de outros ídolos do futebol e pessoas próximas do Zico. Nada muito complexo, mas que cumpre bem sua proposta de apresentar a história dentro e fora dos campos do Galinho de Quintino.

E seja você um conhecedor ou não dessa carreira, vale a pena ver, pois o filme reúne um mix de curiosidades que deve surpreender até os que o acompanham há bastante tempo. Mas especialmente para quem conhece pouco, eu diria que conferir é uma pedida obrigatória.

Pois é uma ótima forma de educar a mais nova geração de torcedores de futebol sobre o que um ídolo de futebol pode ser. Um homem que, aos 73 anos, tem entre os seus maiores orgulhos nunca ter perdido nenhum voo ou ônibus. Enfim, um jogador que, apesar de toda a fama, nunca esqueceu que não é melhor do que ninguém.

Leia Mais: 5 Coisas que não fazem sentido em filmes da Sessão da Tarde

“Que Zico nos proteja.”

Zico no início de carreira no Flamengo, em 1971.

E se você está se questionando, mas conseguiram contar todos os melhores momentos? Bem, não sei se todos, mas, no geral, o filme traz uma boa curadoria, destacando eventos bastante relevantes da vida dele. Como seu casamento, o mundial de 1981 e suas copas do mundo, por exemplo.

Um ponto que vale destacar é que não trouxeram apenas as coisas boas para o documentário. Vemos situações complicadas da carreira dele e que fariam muita falta se ficassem de fora. Entre eles, o carrinho de Márcio Nunes do Bangu que causou uma lesão no joelho, que quase fez com que ele não fosse para a Copa de 1986, e o pênalti mais polêmico da sua carreira.

Embora muita coisa tenha com certeza ficado de fora, no todo, a experiência é muito satisfatória e também inspiradora. Você termina querendo ser um pouco Zico na sua vida e admirando ainda mais quem ele é.

Mas antes que alguém questione. Não tem nada de ruim?

Cena do documentário Zico, o Samurai de Quintino | @Downtown Filmes/Divulgação.

Então, alguns acontecimentos estão meio soltos na montagem e, como o documentário não segue uma trajetória 100% linear, algumas partes podem soar um pouco confusas ou desconectadas. Essa sensação pode ser mais forte para quem não viveu ou não lembra dos eventos, porém não é nada que atrapalhe a mensagem central da obra.

Além disso, uma questão que pode incomodar é que o filme não se aprofunda muito nos tópicos que discute. Isso acontece pela limitação temporal do formato e o desejo do diretor João Wainer (A Jaula) de dar uma visão mais ampla da vida do Zico, o que é completamente compreensível.

Enfim, vendo, eu não conseguia parar de pensar que uma série documental dele seria incrível. Uma maneira de aprofundar momentos específicos, como a morte do amigo Geraldo e o impacto que a ditadura militar teve para a sua família, que ficaram um pouco soltos no longa.

Outro assunto que vale mencionar é que algumas notícias poderiam ficar mais tempo na tela para lermos melhor, mas são detalhes, como um todo, a produção acerta muito. Super recomendo e já adianto que você pode esperar um documentário lindo de ver no aspecto da fotografia, com uma ótima trilha sonora e uma história que você vai amar conhecer ou reviver.

Zico, O Samurai de Quintino estreia no dia 30 de abril nos cinemas brasileiros. Bora?!

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      Tags: Documentários Flamengo O Samurai de Quintino Zico
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      Leticia Linhares

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