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 Midsommar: O mal não espera a noite | Crítica
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Midsommar: O mal não espera a noite | Crítica

20 de setembro de 2019 0 Comment

Midsommar, nova produção de Ari Aster (Hereditário), nos apresenta uma trama única e extremamente angustiante. Com a proposta de trabalhar um terror a luz do dia, Aster retrata a ida de um grupo de amigos a um festival de verão em uma afastada vila Sueca. Assim, rapidamente o que começa como diversão toma um rumo sinistro e desesperador.

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Ato 1 Trauma 

Desde o início, mesmo antes da chegada dos amigos a Suécia, Aster cria uma atmosfera de terror e agonia, a partir da construção dos seus personagens. O que dá ao filme um ritmo lento compreensível e necessário para trabalhar a trama.

Através de uma situação traumática e terrível de Dani (Florence Pugh, Lady Macbeth), a história de terror começa tendo como fundo uma ambientação de noite e neve, exato oposto da segunda parte da trama. Toda essa primeira ambientação é muito simbólica e trabalha a favor da construção dos seus personagens.

Dessa forma, toda a primeira parte se volta para essas construções: montagem, trilha sonora, posicionamento de câmera, e tudo isso em conjunto é capaz de criar no público uma sensação de aflição.

Desconforto

Mdisommar trabalha um terror por desconforto, é preciso que o público sinta o trauma de Dani e todas as consequências dele nos relacionamentos dela. Ao mesmo tempo que somos apresentados a Dani, conhecemos também Christian (Jack Reynor, Transformers: Age of Extinction), seu namorado, com quem ela tem um relacionamento problemático e tóxico.

Dessa maneira, o roteiro e a direção constroem um terror presente no nosso cotidiano. A distância física e psicológica dos dois é um dos elementos da ambientação geral.

Ato 2 Suécia

Assim, já na Suécia adentramos na segunda fase da trama, somos apresentados a uma comunidade aparentemente inofensiva e parada no tempo.  A cultura desse povo é muito diversa e tem referência a diferentes povos nórdicos. Como os personagens, vamos conhecendo suas tradições e costumes aos poucos, esses que do ponto de vista ocidental atual são extremamente bizarros.

O modo como a fé fundamenta as crenças daquele povo é tão bem construída, que não duvido que talvez ainda existam povos com tradições muito similares. Ressalto as escolhas de cenário e figurino, a cor da roupa ser branca dá uma falsa ideia de paz que vai sendo desconstruída enquanto o filme passa.

Um Cotidiano Agoniante

Uma das estratégias do diretor para nos ambientar é o enfoque no cotidiano da comunidade, isso faz com que o enredo perca um pouco seu ritmo, o que não é exatamente um problema, muito pelo contrário como com os personagens “principais” era necessário conhecer e entender a realidade desse povo para tornar a história acreditável.

De modo geral, o filme mantém um padrão de ritmo, te dando sempre a sensação de que o mais terrível ainda está a caminho. Midsommar se divide entre um humor “bizarro” e uma agonia constante. Não é um terror cheio de jump scares, mas te desespera até mais. Definitivamente é a incerteza do que vai acontecer que deixa o público ainda mais angustiado e desconcertado.

Ato 3 – El Gran Finale

Enfim, o final colabora bastante com essa impressão e com toda a construção da obra. É surpreendente e um tanto abrupto, mas funciona muito bem. Mesmo com o humor bem presente nas bizarrices, o desconforto e pavor permanecem sempre pairando. Afinal, o mal não aparece só durante a noite.

Fica a Dica: O filme DEFINITIVAMENTE não é indicado para menores de catorze anos. Tem cenas fortes, não veja com mães, pais e avós, a não ser que tenha familiares muito liberais.

 

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      Tags: Cinema 2019 Filmes Midsommar
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      Leticia Linhares

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