
4 red flags dos filmes de romance que você vai querer evitar na vida real
A vida imita a arte ou a arte imita a vida? É uma discussão antiga e, na realidade, ambos os casos acontecem. Nossas vivências inspiram cinema, televisão, literatura e música, porém, todas essas coisas também influenciam a forma como vivemos. Quantas vezes você andou na rua ouvindo música e se sentiu em um filme desfilando por aí? Bom, eu já tive esses momentos muitas vezes.
Os filmes nos inspiram e influenciam nossas vidas muito mais do que pensamos ou queremos admitir. E por isso, vale a pena olhar para todas essas obras com um olhar crítico e escolher conscientemente o que precisa ficar apenas nas telas. Pensando nisso, listei 4 red flags de filmes de romance que é melhor fugir na vida real.
#1: Quando um dos dois não se comunica com clareza | O Jogo do Amor e Ódio

No filme O Jogo do Amor e Ódio, baseado no livro de mesmo nome de Sally Thorne, acompanhamos a dinâmica de ódio ao amor entre Lucy e Joshua. Quando a história começa, entendemos que os dois se detestam, porém, conforme a história evolui, vemos que, na verdade, Joshua sempre gostou de Lucy, mas o jeito dele de demonstrar era provocando e implicando com ela, o que já é problemático por si só.
Quando uma tensão sexual começa entre eles, Lucy entende que é apenas isso, e manifesta seu desejo abertamente, o que faz Joshua recuar toda vez, pois ele queria algo a mais com ela. Mas ao invés de aproveitar as oportunidades e ser honesto, ele se afastava, ficava estranho.
E, assim, por mais que esse enredo possa ser divertido de assistir, é algo completamente terrível de viver. Ninguém consegue adivinhar o que está na cabeça do outro, então o melhor a se fazer é sempre dizer com clareza o que se quer e o que se sente.
Embora em O Jogo do Amor e Ódio o casal termine junto e feliz, na vida real, relacionamentos em que um ou dois integrantes não sabem se expressar emocionalmente geram desgaste e frustração. Isso quando se realizam, pois muitas vezes as pessoas nem chegam nesse nível, justamente pela falta de clareza.
Leia Também: O que o livro e o filme de “O Jogo do Amor e Ódio” têm em comum?
#2: Ele (a) é emocionalmente indisponível, mas “com você é diferente” | Orgulho e Preconceito

O amor entre Lizzy e Sr. Darcy inspirou inúmeras obras ao longo do tempo. Orgulho e Preconceito é um dos meus romances mais queridos. Porém, esse relacionamento não é perfeito. O exemplo do Jogo do Amor e Ódio também se aplica para o Darcy. Ele não sabe demonstrar interesse, tem muita dificuldade de se relacionar e é frio e distante no início.
Em boa parte da história, ele trata Elizabeth com indiferença. Tanto que a primeira vez que li o livro, fiquei tão surpresa quanto ela com a declaração de amor e pedido de casamento dele. Na obra de Austen, nosso mocinho acaba melhorando em muitos aspectos depois do conflito com a protagonista, porém, na vida real, pessoas emocionalmente indisponíveis geralmente continuam da mesma forma.
Então, o cara frio, que não demonstra sentimentos, que não faz muito por você, não vai mudar com seu amor, ele não será diferente por você. Ninguém tem o poder de mudar o outro, a mudança é um processo que acontece quando percebemos que precisamos mudar.
Na história, Jane Austen demonstra bem isso, Darcy utiliza o confronto com Elizabeth como um momento para autoreflexão e transformação, mas na maioria dos casos não é assim.
#3: Quando alguém tem ciúmes excessivos e quer te controlar | Cinquenta Tons de Cinza

Aos fãs de 50 Tons de Cinza, minhas sinceras desculpas, porém, essa saga é o exemplo massivo de red flags. Poderia citar inúmeros problemas na dinâmica entre Christian e Anastasia, mas vamos focar apenas nos ciúmes excessivos do protagonista.
Desde o primeiro momento, Sr. Grey se mostra possessivo e controlador, querendo que Ana seja exclusiva dele. Ele monitora a rotina dela, querendo saber onde ela está a cada segundo do dia e aparecendo várias vezes de surpresa. Um exemplo é quando ela decide ir ver a mãe e, sem pedir ou mesmo avisar, ele aparece lá, tirando esse momento pessoal e necessário para ela. Imagina isso na vida real? Tóxico demais.
Outro ponto é com outros homens, ele reage de forma excessiva a qualquer interação dela com o sexo oposto, gerando tensão e tentativas de reafirmar sua posse sobre ela. Um momento marcante é no segundo filme, quando ele cria um conflito com o chefe dela.
Sim, posteriormente esse chefe dela se mostrou um predador, mas sabemos que as atitudes do Christian não são guiadas para proteger a Ana e sim por controle e poder. Isso é algo que o personagem literalmente diz e que eu acho que não preciso discorrer muito porque seria problemático na vida real, né?
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#4: Ele (a) invade seus limites “porque te ama” | Diário de uma Paixão

Esse é um dos meus filmes favoritos, mas o relacionamento entre Noah e Ellie está longe de ser um modelo a ser seguido. Para começar, Noah é tóxico ao não aceitar o “não” de Ellie e ficar a perseguindo e insistindo. Ele chega a bolar uma situação com o amigo e a namorada para ficar a sós com a jovem.
Pressionar até que a mulher ceda não é sinônimo de romantismo, é desrespeito. Para mim, a regra é clara, você manifesta suas intenções uma vez, se a pessoa disse um “não”, acabou ali. Caso a pessoa que disse não mude de ideia, cabe a essa pessoa manifestar isso.
Então, você imagina o quanto desagradável seria ter que lidar com um cara desse tipo. Ficaria longe do romance que nos apaixonamos na tela e mais parecido com um filme de terror.
Com isso, encerro a lista. Falei aqui de muitas histórias queridas, inclusive queridas por mim. Mas gostar de algo não pode significar fechar nossos olhos para suas falhas. Esses comportamentos devem ficar no cinema e na literatura, mas nunca nas nossas vidas. Concorda? Me conta sua opinião nos comentários.